Paulo Keyboarder

Paulo Rogério nascido a 6 de janeiro de 1970 em Guarulhos-SP, sempre gostou de música desde muito pequeno. Sempre ficava intrigado com os músicos de bandas, como se aquilo fosse algo muito, mas muito distante.Apesar da aparente distância, seguiu compondo letras,pensamentos, .......(Letras de algumas canções do primeiro CD do Efeito Garage)

Quando em 1986 conheceu Edson vocalista e tecladista da banda Vênus 5,aquilo foi algo punk, conhecer afinal alguém de uma banda…que ensinou os primeiros acordes no teclado. Como a grana era pouca, a alternativa para treinar fora desenhar as teclas com suas respectivas notas em uma mesa velha, onde a teoria musical de montagem de acordes teve seus primeiros passos. De posse de seu primeiro teclado um Giannini GK6110 comprado em 12 parcelas, foi iniciado um pequeno e desastroso projeto, o grupo Apocalipse(Sim, este era o nome da banda, que era o apocalipse musical, mas que para nós na época era o máximo), contava com amigos do SENAI e do trabalho.

A banda era formada por Hélio (Tim Maia) no baixo, Cláudio Tropeço (In Memoriam) no vocal, Paulo no teclado e Rafael na bateria. Esta formação durou 3 meses e rendeu um desastroso show de aniversário em que um velório seria mais animado.Em 1987 começou um trabalho com Eduardo Grilo, amigo de adolescência e também SENAI.Eduardo tinha uma característica marcante, sua voz. Dono de uma voz potente (estilo Renato Russo), este apresentou um amigo guitarrista e backing vocal, Gilmare Paulo César (Kiko) baixista.

Paulo Rogério conhecia Marcelo Conversani, um baterista a qual já havia feito um trabalho antes, porém sem grande repercussão, neste contexto, Paulo apresentouMarcelo á Eduardo, Gilmar e Kiko efundaram o SANDALUZ, banda de covers que tocava basicamente Rock Nacional da época, Titãs, Legião, Paralamas, Replicantes, etc. Por diversos motivos de ordem pessoal, Kiko deixou a banda após alguns shows.

Neste mesmo ano Paulo Rogério assumiu o baixo, identificando-se com os tons graves do instrumento. Os sons graves com uma pegada Black oriunda do Funk americano, do soul, foram referênciasque Paulo Rogério sempre procurou cultivar.O trabalho teve grande aceitação de público, logo se juntaram a banda Sueli com sua voz suave estilo Kid Abelha, e Getúlio irmão de Gilmar para vocais internacionais.

Em meados de 1990 Gilmar apresentou Alexandre Halliday para a banda, que tinha um estilo radical, undergrounda que venho mesclar ainda mais as possibilidades da banda. O Sandaluz já havia ficado pequeno, foi então por sugestão de Alexandre o nome fosse mudado para Orquídea Negra. (Alexandre, sugeriu o nome baseado em uma história em quadrinhos)

O Orquídea Negra era formado por:

Eduardo guitarra base e Vocal, Gilmar teclado e vocal, Paulo Rogério Baixo, Marcelo Conversani bateria, Sueli vocal, Getúlio vocal, Alexandre vocal e Ivaldo Guitarra solo

Esta formação perpetuou por 5 anos, tocando inclusive em um festival com a banda Utopia (depois Mamonas). O Orquídea Negra ficou muito conhecido e fez muito shows relevantes, ganhou dois festivais colegiais com a música “Em Algum Lugar do Passado” de autoria de Paulo Rogério, tinha um repertório de banda de baile tocando vários estilos, mas a estrada acaba cansando os ânimos, afinal eram 8 integrantes, com gostos e anseios diferentes e um a um foram saindo e o Orquídea Negra chegou ao seu fim com cada um seguindo seu caminho.

Neste mesmo ano PauloRogério tocou baixo em uma banda de jovem guarda,Os Veteranos do Rock’nRoll, na qual tocava com músicos veteranos sucessos da jovem guarda. Após o primeiro show, por falta de tempo dos integrantes de um modo em geral, o projeto foi engavetado.

Nesta estrada nada pode ser considerado inusitado, Paulo Rogério em 1995 a convite de Antônio Munhoz “ JOE “, seu amigo de trabalho, Paulo assumiu a guitarra em uma banda gospel (Cristo Ação), que na época fazia trabalho autoral. Por meio desta banda Paulo Rogério conheceu Paulo Anhaia um técnico de estúdio e produtor iniciante (Hoje ele é um dos melhores produtores do Midas,estúdio do Bonadio e um músico excelente), que fez as gravações da banda em um Tascam de 4 pistas, com fitas K7, um trabalho muito bem feito digno de um produtor profissional.

O Cristo Ação tocou em alguns eventos grandes, mas que por ambição e vaidade do vocalista o trabalho não foi adiante. Em 1996, Ivaldo um guitarrista virtuoso que havia tocado com Paulo Rogério no Orquídea Negra teve a idéia de juntar o pessoal das antigas em um novo projeto. Ele nunca apareceu como era de costume, ficaram então Paulo Rogério e Alexandre com a ideia,porém sem músicos. Foi convidado para bateria Marcelo Conversani (Na ocasião estava no Vento Leste), EduardoHaliliday irmão de Alexandre para guitarra base e AntonioJOE (ex Cristo Ação) para guita solo.

Oficialmente estava fundado o Efeito Garage, na qual tocou em diversos festivais, gravou em 1999 um CD independente produzido por Paulo Anhaia. Esta formação não durou muito, Antônio Joe por problemas familiares deixou o grupo abrindo espaço para então ser ocupado por Humberto Belozupko. Após o lançamento do CD neste mesmo ano por problemas pessoais de falta de tempo em conciliar família, trabalho,faculdade e banda,Paulo Rogério deixou de fazer parte do Efeito Garage.

De 2004á 2006 fez trabalhos como freelancer, tocando seu baixo em bandas de soul e R&B.

Em 2007 após ler um anuncio no formesuabanda começou um trabalho com Marcos Calero (atualmente baterista do Pulse), aidéia era tocar rock pop, MPB e Sertanejo, período este que se pode ampliar técnicas e estilos diferentes. Neste ano Paulo Rogério começou a estudar processos de gravação e produção, técnicas de áudio, etc.

Fruto desta época fora desenvolvido dois projetos solos. O projeto Thera,este do bom e vejo tradicional hard rock no qual Paulo tocou todos instrumentos, cantou e produziu 12 faixas, algumas com vários acessos na net e elogios das mídias sociais.

O outro projeto foi um de som eletrônico intitulado Bona no More que teve uma de suas faixas inclusas na coletânea Sputnik Collection com inúmeros acessos no Japão. A idéia de um trabalho autoral jamais deixou a cabeça de Paulo, tanto que em 2009 após convite de Sidney Ribeiro um tecladista conhecido na cidade, aceitou a fazer parte de um projeto chamado LUNA 3, no qual priorizava som autoral, o estilo agradou e foram para estúdio gravar, após alguns shows o trabalho deu uma parada (e nunca mais voltou) por problemas na agenda do vocalista Leno Martell, que mantinha e mantém um trabalho single paralelo.

Em 2012 Paulo reencontra os integrantes do Efeito Garage num show de uma casa conhecida de Guarulhos,fora feito então o convite para assumir os teclados e uma segunda guitarra. Convite aceito, e Paulo estava de volta ao Efeito Garage após 13 anos.

Em 2014 o cansaço bateu, afinal aos 44 anos o pique não é mais o mesmo, Paulo Rogério deu uma parada se dedicando a compor e produzir no seu home Studio.

No segundo semestre de 2015 conversando com Alexandre (antigo parceiro de composições), veio a ideia de fazer um trabalho que fugia um pouco do tradicional, ou seja, uma mescla de orgânico com eletrônico.

Algumas tracks do Bona no More de 2007 foram reeditadas e algumas novas em uma parceria das antigas. Este trabalho encontra-se em curso e denomina-se EngineMen .

Influências -Pink Floyd, Yazoo, JoyDivision,DeepPurpleWilbur Bascomb, RogerWaters, FrancisRocco, CelsoPIxinga, Funk Brothers, James Brown, Maceo Parker.

Rock anos 50; 60; 70; 80, R&B, Soul, Funk.